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O significado do não.

por Claudia, em 06.07.15

Sempre achei que o não grego seria um tiro no pé, mas nunca essa noção se tornou tão evidente como depois de ler este artigo. Só posso acreditar que quem votou não não tinha noção da realidade. A escassez de medicamentos essenciais, de comida, de gasolina, de praticamente tudo aquilo de que precisamos no dia a dia, e, muito provavelmente (aliás certo, diria eu), a tremenda insegurança que se criará nas ruas. Vermos, de um dia para o outro, o estilo de vida a que estamos habituados ser-nos arrancado, voltarmos quase às cavernas, quando nem sequer sabemos acender uma fogueira. E ainda assim, perante tal cenário, ver os idiotas gregos a celebrarem a vitória do não nas ruas deixou-me estupefacta. É assustador constatar o quão limitativa é a ignorância humana. E é ainda mais assustador perceber o quão frágil é o mundo em que vivemos, o quão dependentes estamos de terceiros e realizar que, afinal, o "nosso" dinheiro no banco não está assim tão seguro... Muito medo do que aí vem. 

 

 

Numa nota mais leve, imaginem a cara dos turistas no momento em que perceberam que os cartões de crédito já não funcionavam na Grécia...

 

*Actualização - outra visão interessante.


5 comentários

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De Claudia a 06.07.2015 às 14:51

De facto, foi uma atitude corajosa e, de facto também, quantas vezes não me apetece mandar os políticos às urtigas e começar da estaca zero. Eles têm agora essa oportunidade, mas importa relembrar que a sua decisão teve um impacto bastante negativo nos mercados que renegaram mas a quem "precisam" de recorrer para obterem crédito, pois, e isto é um facto, de momento não têm dinheiro. O PIB grego tem vindo a decrescer desde 2007. Claramente que, mesmo com a injecção de capital alheio, continuam numa espiral negativa resultado da sua governação, não de governação alheia. E ou mudam drasticamente a mesma, ou em pouquíssimo tempo estarão na miséria. A minha única questão é se têm efectivamente noção das mudanças que eles próprios vão ter de implementar, muitas das quais os gregos vêem como caprichos da troika.
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De Gaffe a 06.07.2015 às 16:24

A espiral negativa não é apenas resultado da governação dos sucessivos governos gregos, mas também da ganância dos especuladores, dos "nervos" dos "mercados" e de uma série de tretas pesadíssimas que foi necessário aguentar e que são da responsabilidade dos voluntários credores.

Suponho que é urgente que ambas as partes reconheçam os erros.

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