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Relações.

por Claudia, em 14.11.14

Sei que não se pode generalizar, mas hoje tivemos uma conversa surreal ao almoço, que me levantou toda uma série de questões. Almocei eu e cinco homens. Um da minha idade, mas os restantes já bem mais experientes, entre os 35 e os 45 anos. A conversa começou com o provérbio "não se deve cobiçar a mulher do próximo", do qual se passou para a nova máxima "se ex fosse bom Deus não diria para amarmos o próximo". E daí estão a imaginar os desenvolvimentos... Um está casado há mais de 30 anos, outro esteve casado quase 25 mas divorciou-se e voltou a casar há uns anos, outro casou há uns meses, os outros ainda não casaram e sinceramente fogem disso como da cruz. Não houve UM que dissesse bem do casamento, todos, repito, todos!, acham que ninguém se devia casar, e todos! contaram peripécias de má vida e formas de evitar que as mulheres saibam. E é assustador perceber que eles podem dizer o que quiserem às mulheres (e homens, que nisto eu acho que os sexos são iguaizinhos), que realmente é difícil comprovar (tirando o facetime, que um deles faz com a mulher e através do qual é possível perceber onde a pessoa está efectivamente). E isto é válido quer para relacionamentos à distância quer para duas pessoas que vivam na mesma cidade! Eu defendi então que, para fazerem vidas duplas, triplas, eu sei lá!, realmente mais valia ficarem quietos e não casarem. E aí começou toda uma conversa sobre como trair não significa deixar de gostar da pessoa, sobre como se tem de pesar os pros e contras, e muitas vezes manter o relacionamento traz muito mais vantagens, mesmo com pequenos deslizes, etc e tal. Confesso que eu estava meio atordoada, pois esta não é, de todo, a minha visão romântica do que é um casamento e uma vida a dois. Se calhar sou mesmo muito ingénua, mas não é isto que quero para o meu casamento. Não condeno quem o faz, homens ou mulheres, mas sei o que não quero para mim. Acho que o meu marido pensa como eu, mas lá está, só casámos há 4 meses. Será que daqui a 30 anos penso da mesma forma, ou a vida ensinou-me a dura realidade? Será que é impossível mantermo-nos fiéis a vida toda? Será mesmo que não existem casamentos em que um e outro são tudo o que basta para nos preencher a todos os níveis (intelectual, sentimental, físico, a ordem não interessa!)? Como é que as pessoas conseguem levar vidas duplas e dormirem bem à noite? Como é que uma pessoa descobre que foi traída e consegue lidar com isso? Será que alguma vez chega mesmo a perdoar? Há mesmo muitas questões para as quais não tenho resposta certa. Eu sei que não deve ser nada fácil manter uma relação durante tantos anos (aliás, há pessoas que se desviam ao fim de uma semana, portanto o argumento do tempo para mim não é válido), mas com amor, respeito e muita comunicação eu acredito mesmo que é possível. Espero continuar assim...

 

Bom, deixo-vos dois vídeos geniais do grupo "Porta dos Fundos":

 

Amante

(sátira genial sobre aqueles casamentos que resultam de namoros mega longos de faculdade, onde claramente a chama desapareceu faz tempo!)

e

Refém

(Diálogos geniais, de crítica ao marido, à mulher, à polícia, ao governo, aos repórteres, ao povinho que se junta)

 Se calhar sou muito conservadora/antiquada, mas para nós o casamento não é nada disto :)



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