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You are what you eat.

por Claudia, em 05.12.14

Ultimamente a alimentação é uma questão que me intriga bastante, possivelmente porque agora sou responsável pelas refeições lá de casa, e estou num país com algumas restrições de alimentos, quer porque pura e simplesmente não se encontram alguns deles nos supermercados, ou porque se se encontram têm preço proibitivos. E os produtos em falta são geralmente aqueles mais frescos e saudáveis, aquelas sementes com nomes estranhos, a alface e rúcula, os queijos, enfim, produtos que fazem falta a quem está a tentar tornar a sua alimentação o mais saudável possível. Parece psicológico, vivi anos em Portugal sem comprar estas coisas, e agora que estou aqui sem elas é que me decido a ser o mais saudável possível. E a verdade é esta - sou uma verdadeira apreciadora de comida, adoro comer (a gula é sem dúvida o meu pecado), mas tanto aprecio um mcdonald's como uma salada, gosto mesmo de tudo. Ora tenho-me vindo a aperceber que efectivamente me sinto muito melhor quando como melhor, que há refeições que sabem lindamente no momento mas criam mal-estar para o resto do dia, ou dias. Cada vez mais leio sobre a importância da alimentação na saúde, e como certas doenças se poderiam evitar com melhor alimentação e mais exercício físico. Ora estar doente não é bom para ninguém, especialmente para o doente. Para mim não se trata de uma questão estética, não preciso de ser magra, quero é estar bem comigo e sentir-me bem comigo. E providenciar ao meu marido e família o melhor. Dou por mim a questionar muitas das refeições típicas que fazia, a tentar inovar, a ver receitas novas, com cada vez mais peixe, legumes e fruta, com produtos que nunca tinha utilizado (quinoa, linhaça, aveia, sementes goji e outras que tais), e afinal estas receitas também são muito boas e fazem-nos sentir leves e com energia, ao invés de ficarmos que nem abades. Há uns tempos atrás gozava com estas modas dos alimentos de nomes estranhos, mas vejo cada vez mais médicos a corroborar estas teorias, e mais, na prática temos sentido a diferença no nosso corpo e bem-estar. Se calhar também é um efeito psicológico. Cresci a ouvir a minha Mãe e Avó dizerem que a nova geração comia muito pior que as anteriores, que os pratos que eram de festa hoje em dia se comiam todos os dias (por exemplo, um bacalhau com natas, os bolos e doces diários nas pastelarias). Se pensarmos bem, isso realmente não pode ser muito benéfico. Hoje, ao ler mais um artigo, descobri que a minha querídissima coca-cola contém ácido fosfórico, que acidifica o sistema e provoca a perda de cálcio, além de estimular o cérebro, provocando alterações de comportamento e sendo neurotóxico em determinadas concentrações (não faço ideia qual a quantidade diária que provoca isto, mas eu cheguei a beber 2/3 latas por dia). Que se deve beber só água. Bom, não compro mais lá para casa e tentarei evitar ao máximo essa que é a minha segunda bebida preferida no mundo! Claro que continuarei a comer um mac esporadicamente, e bacalhau com natas, e bolo de chocolate e gelados, e todas essas coisas maravilhosas, mas no dia-a-dia estou a mudar os meus hábitos, a pouco e pouco. E a fazer mais desporto. Acho que é uma questão bastante pertinente, e acredito que os hábitos deverão mudar nos próximos anos, para nosso bem e das nossas crianças. 



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